Em 8 de março de 2027, Eduardo Fonseca completará 39 anos de atuação no Recreio da Juventude. Coordenador de Handebol do clube em 2026, ele também é o funcionário há mais tempo em atividade na instituição.
A trajetória construída no Recreio levou Fonseca a diferentes espaços do handebol brasileiro. Ao longo da carreira, foi técnico e auxiliar técnico da Seleção Brasileira nas categorias cadete e juvenil e conquistou títulos pan-americanos e sul-americanos, tendo atuado por dez anos. Atualmente, também coordena as Seleções Masculinas de Handebol do Rio Grande do Sul.
Além dos resultados dentro das quadras, o profissional contribuiu para a formação de atletas que chegaram à Seleção Brasileira e passaram a atuar no exterior. Mesmo após quase quatro décadas de trabalho, ele mantém a dedicação do início da carreira, movido pelo amor ao esporte e pelo reconhecimento às oportunidades proporcionadas pela modalidade.
Fonseca abre o quadro “Memórias”, série que apresenta as trajetórias de profissionais que ajudaram a construir a história e deixaram seu legado no Recreio da Juventude.
Recreio da Juventude (RJ): Como foi o início no clube?
Eduardo Fonseca: Primeiramente, tive uma breve passagem como atleta. Posteriormente, a convite do professor Mário Antônio Lozzano, assumi como técnico, função que ocupo há 38 anos.
RJ: Uma competição marcante?
Fonseca: Quando fomos campeões brasileiros de handebol em 2004, na categoria cadete masculino. Após uma semifinal marcante, que ganhamos na prorrogação contra a ADIEE. Na final, enfrentamos a forte equipe do Esporte Clube Pinheiros. Ao chegar em Caxias, fizemos desfiles por toda a cidade em cima de caminhão de bombeiro. Em algumas camisas atuais, tem a estrela de campeão brasileiro.
RJ: Uma lembrança para a vida?
Fonseca: Em 2018, conseguimos levar 23 atletas para a Noruega e a Suécia, no maior evento de handebol do mundo, o Partille Cup, em Gotemburgo. Foi um marco muito grande, pois não imaginava que isso iria transformar a vida de muitos atletas que participaram. Culturalmente é um absurdo o que aprendemos em todo o sentido. Foi um feito que jamais pensei que aconteceria. Em 2022, conseguimos realizar a viagem novamente, e quem sabe no próximo ano também.
RJ: O que o Handebol significa para você?
Fonseca: O Handebol faz parte da minha vida, não tem como dissociar o pessoal do profissional. Primeiramente, sou um educador físico, e depois sou técnico de Handebol. Me sinto realizado, o esporte e o clube são a minha vida, o Recreio da Juventude é a minha casa, e tenho o maior prazer de vir aqui todo dia e fazer o meu trabalho.