Entre os dias 23 e 24 de fevereiro, em Curitiba (PR), o Recreio da Juventude, de Caxias do Sul, comparecerá na reunião promovida pelo Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva da Universidade Federal do Paraná (IPIE/UFPR), a qual irá discutir o monitoramento do esporte brasileiro e os sistemas esportivos. Está prevista a participação de profissionais de diversos setores, incluindo representantes dos governos federal, estadual e municipal, comitês, confederações, federações, clubes, Forças Armadas, órgãos de controle, entre outros que possuem diferentes responsabilidades e atribuições dentro do esporte no Brasil, segundo o IPIE.

 

Na ocasião, o clube será apresentado a todos esses atores como case da plataforma nacional Esporte de Precisão, desenvolvida com o propósito de contribuir para a definição de diretrizes de gestão digital e monitoramento esportivo assistido por dados, estendendo às organizações esportivas educação continuada e estudos científicos customizados de atletas ou equipes. Em 2026, cerca de 100 atletas do clube da serra gaúcha participarão de testes a fim de medir indicadores de biomecânica, carga de treino, bem-estar (dor, disposição, sono e humor), gasto calórico e comparação de equipes, entre outros.

 

Conforme Roger Boniatti, gerente de Esportes do Recreio da Juventude e que estará presente no evento, cinco modalidades estão contempladas na plataforma neste primeiro momento: natação, badminton, judô, tênis e basquete. “Hoje não se faz mais esporte de alto rendimento sem dados, monitoramento e ciência. Ao fazermos parte de uma iniciativa tão relevante como o Esporte de Precisão, nos colocamos na vanguarda e servimos de exemplo para outras instituições de como enxergamos o futuro do ecossistema esportivo no país”, ressalta Roger.


Um dos gestores da plataforma é Alcion Alves Silva, coordenador de Ciência e Tecnologia na IPIE/UFPR e professor de Gestão do Esporte na Unicamp. Ele afirma que o Recreio da Juventude, junto com o Santa Mônica Clube de Campo, de Curitiba, serão os “laboratórios do Brasil no processo de transição digital”. Mas o que isso significa na prática? Que a plataforma prestará uma assessoria personalizada ao clube e, ao longo da temporada, irá ajustar os detalhes de suas funcionalidades com o objetivo de validar processos e estatísticas referentes aos atletas. “Com o aprendizado, o clube passa a ser pioneiro onde se produz informação científica a partir de uma tecnologia que eventualmente será exportada para outros clubes do Brasil”, destaca Alcion.