Na semana passada, o Recreio da Juventude (RJ) esteve presente pelo segundo ano seguido no maior encontro de clubes do Brasil. A CBC & Clubes EXPO, um evento de troca de aprendizado entre clubes espalhados pelo Brasil. Durante uma palestra realizada na sexta-feira (24), Roger Boniatti, gerente de Esportes do RJ, apresentou o case da plataforma nacional Esporte de Precisão.
Desenvolvido com o propósito de contribuir para a definição de diretrizes de gestão digital e monitoramento esportivo assistido por dados, o Esporte de Precisão estende às organizações esportivas educação continuada e estudos científicos customizados de atletas ou equipes. Em 2026, cerca de 100 atletas do clube da serra gaúcha participarão de testes a fim de medir indicadores de biomecânica, carga de treino, bem-estar (dor, disposição, sono e humor), gasto calórico e comparação de equipes, entre outros.
Conforme Roger Boniatti, gerente de Esportes do Recreio da Juventude, a plataforma também servirá para dar suporte aos departamentos com informações importantes. Neste primeiro momento, cinco modalidades estão contempladas: natação, badminton, judô, tênis e basquete. Ele ressalta, contudo, que a tendência é que até o final do ciclo olímpico, todas as modalidades sejam englobadas. “Hoje não se faz mais esporte de alto rendimento sem dados, monitoramento e ciência. Ao fazermos parte de uma iniciativa tão relevante como o Esporte de Precisão, nos colocamos na vanguarda e servimos de exemplo para outras instituições de como enxergamos o futuro do ecossistema esportivo no país”, ressalta Roger.
Um dos gestores da plataforma é Alcion Alves Silva, coordenador de Ciência e Tecnologia na IPIE/UFPR e professor de Gestão do Esporte na Unicamp. Ele afirma que o Recreio da Juventude, junto com o Santa Mônica Clube de Campo, de Curitiba, serão os “laboratórios do Brasil no processo de transição digital”. Mas o que isso significa na prática? Que a plataforma prestará uma assessoria personalizada ao clube e, ao longo da temporada, irá ajustar os detalhes de suas funcionalidades com o objetivo de validar processos e estatísticas referentes aos atletas. “Com o aprendizado, o clube passa a ser pioneiro onde se produz informação científica a partir de uma tecnologia que eventualmente será exportada para outros clubes do Brasil”, destaca Alcion.